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Incompreensível
cognitivamente
Antagônico à razão
Inexplorável até em então!
O mundo que não conhecera...
A humanidade que não entendera...
Pois, é expresso antiteticamente
Visto pela manifestação meritória
Pelo agir da retribuição
Com apelo da punição
Da justiça retributiva,
Da tribuna compensatória,
Que é condenatória!!!
Sem a eqüidade do consentimento...
Relutante ao merecimento
Ultrapassa o conhecimento
Expressão única do amor,
Anti-tese da retribuição:
Graça, a justiça apagada
Graça, o brado do amor
Graça, imerecido favor
Porém, outorgada...
Sem meritória conquista
É o colher sem plantar
Logrado incondicionalmente,
Graça!
A implacável justiça imatura,
“sem-graça”
Com fissura
Sem lisonjeio
Não enxerga, o esplendor da graça
O homem pune,
Deus ama.
A humanidade apedreja, |
O Cristo deseja...
A criatura esbraveja,
O Redentor graceja.
Veja:
O Pai que espera,
E sem espera,
Faz o inesperado...
Prodigamente. (Lc 15.20)
Recebe o desconsolado
Consola o desafeiçoado
Ama o marginalizado
Para dar feição contornada
A expressão da graça-Encarnada...
Porque...
A morte trouxe a vida
Vista sob essa ótica
Inexplicável pela lógica
Testificado divinamente...
... Graciosamente.
Pois foi Verbalizada
Com o Nascer e o Crucificar
Do Salvador
O grito que extrapola a dor
Da inenarrável linguagem
Da graça graciosa!...
Assim, Manifestou e aplacou a Justiça...
Inconcebível...
Para quem não experimentou!”
Pr. Hélder Rodrigues de Souza |