Igreja Presbiteriana do Lago Sul

"Semeando com fé para colher com júbilo"
(Salmo 126,1)
 

 
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BOLETIM SEMANAL Nº 72 - BRASÍLIA-DF, 27 DE MAIO DE 2007
PASTORAL

O homem aranha e nós:
"Uma lição de como viver sem teias de ódio no coração"

      Há duas semanas meus filhos e eu assistimos ao filme "O Homem Aranha 3". Francamente, confesso que assistir a este tipo de filme não é uma questão de gosto, mas de dever restrito à função paterna. Nós já havíamos assistido aos dois anteriores e eu sempre adormecia antes do fim; mas o terceiro filme manteve-me acordado e, sobretudo, admirado. Foi uma surpresa constatar a ausência do enredo previsível deste tipo de filme; injustiça sofrida, convencimento interior da necessidade de vingança ao agressor, posterior execução da vingança com requintes de crueldade que, por fim, conduz à vitória monumental da justiça feita com as próprias mãos sobre o inimigo tripudiado.

     Em "O Homem Aranha 3" o que se vê é outro enredo. O desejo da vingança é apresentado como um mal, como um vírus a ser combatido e "deletado". Num primeiro momento o filme mostra o desejo de vingança atormentando e se alojando no coração "do Grande Aranha". O que se segue é uma luta travada contra o próprio eu, uma luta mais interna que externa. O foco muda! O objetivo do mocinho não é mais vingar-se do bandido. É vencer o desejo de vingança que o deformara. O mais sensacional e surpreendente no filme é: o perdão vence no fim! Passa-se uma mensagem revolucionária: o verdadeiro herói é aquele que não é escravo de ressentimentos, ódio, rancor, auto-vitimização. O herói de verdade vence o inimigo interior, que é a carne (Rom 8: 8).

     Não creio na mudança repentina no modo de Hollywood fazer filmes. Hollywood e a Globo são formadores de opinião e de influência que utilizam a forma mais sutil de formar convicções: o entretenimento, a diversão. Por exemplo, quando os grandes veículos de massas querem tornar natural o comportamento homossexual, o que é que eles fazem? Eles não apresentam uma reportagem no Jornal Nacional posicionando-se sobre o assunto. Ele inoculam o princípio através de personagens, dentro de um enredo ajustado para ganhar primeiro a simpatia do povo e depois a aprovação do ato, no caso a prática homossexual. Portanto, para mim esse filme é uma ilha no oceano de uma mídia que rasga e despreza o ensino da Palavra de Deus.

     Há milênios que a Bíblia alerta do perigo e das conseqüências desastrosas do ódio vingador. Leia sobre a perseguição de Saul a Davi e descubra o fim da história! O vingador sempre acaba morto no final.

     Efésios 4: 25-32 ensina o caminho de Deus para vencer este "vírus": "Pelo que deixem a mentira falem a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Irem-se, e não pequem; não se ponha o sol sobre a ira de vocês; nem dêem lugar ao Diabo... Não saia da boca de vocês nenhuma palavra torpe, mas sim unicamente a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre a graça aos que a ouvem. E não entristeçam o Espírito Santo de Deus, no qual vocês foram selados para o dia da redenção. Toda a amargura, cólera, ira, gritaria e blasfêmia sejam tiradas dentre vocês, bem como toda a malícia. Antes, sejam bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-se uns aos outros, como também Deus os perdoou em Cristo".

Rev. Luciano Roberto

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