Igreja Presbiteriana do Lago Sul

 

"Semeando com fé para colher com júbilo"  (Salmo 126)

 AVISOS DO BOLETIM


BOLETIM SEMANAL Nº 29 - BRASÍLIA-DF, 20 DE JULHO DE 2008
PASTORAL
 

O REI DE ORIGEM OCULTA E A RAINHA DE ORIGEM OCULTA

            No império Medo Persa, no sétimo ano de Assuero, o rei que dominou da Índia à Etiópia, Hamã adentrou à presença daquele grande monarca para requerer o extermínio de toda a nação judaica, pulverizada em pequenos grupos pela grande extensão do reino. O rei engrandecera a Hamã sobremaneira e pusera seu assento acima dos demais príncipes e, assim, ele desfrutava da confiança e da intimidade real, numa relação de cumplicidade e amizade. Dai o pedido passar fácil pelo crivo real.

            Alegações vagas e desconexas bastaram para concessão do extermínio: “eles não obedecem nossas leis, as leis deles são diferentes de todos os demais povos”. Isso era verdade porque Israel tinha o sinete e os oráculos de DEUS, mas o extermínio não se justificava porque o povo judeu vivia bem e em paz em todo o reino de Assuero. O rei assinou tranqüilo o decreto de extermínio e foi tomar vinho com Hamã no pátio do palácio, enquanto a capital do reino, Susã, quedava-se estarrecida.

            Hamã ainda se ofereceu para doar dez mil talentos de prata pelo extermínio dos judeus como compensação pelo custo operacional, para não ser oneroso o feito aos cofres reais e, sobretudo, ao amigo, o rei Assuero. O rei respondeu algo como: “Que é isso? Fique com o dinheiro somos amigos, eu pago a conta, faça o texto que assino e aponho o selo real que, pela lei dos medos e persas, não pode ser revogado”.

            Mas havia algo que Hamã desconhecia, por intervenção de DEUS. Mardoqueu, o judeu a quem Hamã odiava por não se ajoelhar diante dele à porta do palácio real quando ele passava, como os outros súditos faziam (e foi por isto que requereu a morte não só dele, mas de toda a nação judaica), aquele judeu tinha uma filha adotiva, Ester, órfã de pai e mãe. Ela  foi escolhida pelo rei Assuero para substituir a rainha Vasti, num concurso de beleza  que durou quatro anos, sem que ninguém soubesse que ela era judia. Isto por instrução expressa de Mardoqueu.

            Assim, sem saber, Hamã pediu a morte da rainha amada pelo rei Assuero, mediante decreto real dele, que não pode ser revogado. Anos depois, o Sinédrio judaico contratou uma horda de malfeitores para tecerem acusações falsas contra JESUS, que, de tão ridículas, foram rechaçadas pelo próprio Sinédrio contratante do serviço, dada falta de conexão, coerência entre elas, ante o despautério em que uma acusação desdizia a outra e, apesar disso, durante o procedimento não economizaram socos e escarros no rosto de JESUS.

            Hamã pediu a cabeça da rainha Ester ao homem que mais a amava no mundo. JESUS, o filho de DEUS e DEUS em essência absoluta, foi entregue à morte pelo povo, no mundo que DEUS mais amou e, pasme-se, em nome do próprio DEUS. Eis um ponto de conexão entre Ester e JESUS: realezas entregues à morte por súditos insuflados por inveja e sentimentos baixos.

            A realeza é venerada no mundo, quando não adorada. Mas o maior rei da história de Israel fez esta a afirmação a DEUS: “Bem sei que provas os corações”. Salomão asseverou que DEUS acrisolava o coração do homem, ou seja, o passava pelo crisol, pelo forno, a fim de revelar-lhe o mal.

            Se Hamã soubesse que Ester era rainha de linhagem judia, jamais pediria o extermínio de seu povo por motivo fútil. Se os judeus tivessem visto a glória de JESUS ao lado do DEUS PAI jamais O assassinariam por inveja. Mas DEUS ocultou a realeza de JESUS e a realeza de uma judia órfã – Ester - para que os bajuladores de plantão se enroscassem nas cordas da própria maldade.

            Eis a história do rei judeu oculto – JESUS – e da rainha judia oculta – Ester – que foram entregues à morte por súditos rapinas, maus, homens de boa aparência, mas sepulcros caiados, bonitos por fora e podres por dentro e, sobretudo, a história do DEUS eterno que traz luz à natureza das obras de cada um, para revelar o quão são más. Essa também é a razão pela qual DEUS permitiu a execução, pelo mundo, de homens dos quais este mundo não é digno.

            Como diria Davi (1 Crônicas, capítulo 29, versículo 17): "E bem sei eu, Deus meu, queTu provas os corações e que da sinceridade Te agradas...”.

Por Bruno Aníball Peixoto de Souza, colunista do Portal Brasil

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