Igreja Presbiteriana do Lago Sul

 

"Semeando com fé para colher com júbilo"  (Salmo 126)

 AVISOS DO BOLETIM


BOLETIM SEMANAL Nº 26 - BRASÍLIA-DF, 29 DE JUNHO DE 2008
PASTORAL
 

Quem ama... conversa 

            Ninguém, em são juízo, gosta de ser chamado à atenção ou disciplinado. É constrangedor fazê-lo e recebê-lo mas, todos nós, sem exceção, precisamos de orientação. A palavra de Deus nos ensina a exortarmo-nos mutuamente para que não sejamos endurecidos pelo engano do pecado (Hb 3.13); assim, o diálogo é instrumento poderoso nas mãos de Deus para aprendizado, crescimento e mudança. Porém, faz-se necessário alguns cuidados tanto de quem fala como de quem ouve:

1. De quem fala:

a)     Dizer a verdade - ela é libertadora (Jo 8.32). Muitos não melhoram porque não têm consciência de que precisam mudar e dependem de alguém que as alerte.

b)     Dizer a verdade na hora certa. Muitos afirmam: “panela quente limpa melhor”.  Apesar de correta, a aplicação deste ditado nos relacionamentos está totalmente equivocada. Quando estamos de “cabeça quente” é o pior momento para conversar sobre assuntos sérios. Nesta hora a pessoa precisa ainda mais de amor, compreensão e paciência. Sábio é aquele que espera a oportunidade certa. Foi o que a Rainha Ester fez: preparou-se em oração e jejum e esperou o momento ideal para interceder em favor do seu povo, os judeus, diante do rei.

c)      Dizer a verdade do jeito certo. A tendência do ser humano é de falar no calor da emoção. Dessa maneira, fala com grosseria, de forma ríspida. O antídoto para isto é: domínio próprio. Muitas pessoas podem até ter razão em falar determinadas coisas mas, pela maneira de falar, acabam perdendo-a. Atrai-se mais com um pote de mel do que com um pote de fel. Quando alguém diz algo de maneira indelicada, a reação imediata e natural do outro é de fechar-se, ou seja, ele ficará bloqueado para ouvir qualquer coisa que se tenha a dizer, ainda que seja a verdade. 

2. De quem ouve:

a)     Ter humildade. Quando ouvimos algo que não nos agrada tendemos a nos retrair ou ficar agressivos. Por isto precisamos desenvolver a humildade, ou seja, a virtude que nos ensina a olharmos nossa fraqueza com simplicidade.

b)     Ter maturidade. Ouvir críticas requer maturidade para avaliá-las. Só iremos analisar as críticas se tivermos uma atitude inicial de humildade. A maturidade do ouvinte o levará a saber distinguir aquilo que está sendo dito. Muitos, além de não ouvirem, ainda ficam aborrecidos com a pessoa que os exorta. Nas palavras de Paulo: “Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?” (Gl 4.16). A partir disto, caso a crítica proceda, ele deve colocar-se na presença de Deus e pedir que seja transformado.                      

Portanto, todo relacionamento precisa ser alicerçado na verdade dita de maneira sábia e com a finalidade de ajudar o outro, não de mostrar superioridade, pois todo que ama exorta. Esta é uma das maneiras mais poderosas de se manter um convívio saudável: o diálogo. Assim, evita-se o ressentimento e a fofoca. 

Façamos pois opção pelo diálogo, pois quem ama... conversa.

“Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.”  (Hb 12.11) 

Pr. Hélder Rodrigues de Souza 28/06/2006

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