Igreja Presbiteriana do Lago Sul

 

"Semeando com fé para colher com júbilo"  (Salmo 126)

 AVISOS DO BOLETIM


BOLETIM SEMANAL Nº 20 - BRASÍLIA-DF, 18 DE MAIO DE 2008
PASTORAL

Clamor das Pedras 

            Quem nunca vibrou por uma partida de futebol? Seleção brasileira pentacampeã, orgulho nacional! O estereótipo brasileiro: carnaval e futebol. Pouca roupa e muita ginga fazem do Brasil o país da alegria. As torcidas vivazes inflamam os homens sedentos pela vitória a gritar, pular, chorar, bater, tudo para ver o seu time vencer.

Apostas rolam soltas, a alegria, muitas vezes, é condicionada à conquista do time, na qual, aliás, o torcedor não tem uma participação efetiva, apenas comprar seu ingresso e gritar. Mas o resultado de um jogo pode mudar o humor na próxima hora, dia, semana... Quando o time ganha, o torcedor solta o alarido: "ganhaaaamos!". Mas, diante da derrota, esbraveja: "Este time é péssimo!".

            O pular e o chorar são expressões de emoção, ou seja, "uma reação intensa e breve do organismo a um lance inesperado, a qual se acompanha dum estado afetivo de conotação penosa ou agradável" (Dic. Aurélio).

            Mas, se a emoção é uma característica tão presente em nossa cultura, por que muitos cristãos não conseguem extravasar seus sentimentos diante de Deus? Até pouco tempo alguns líderes proibiam o simples bater de palmas, ou alegavam que bateria e guitarra era coisa do demo.

            Ter reverência a Deus não significa deixar de expressar seus sentimentos a Ele. Apresentar um culto racional ao Senhor (Rm 12.1) não é sinônimo de frieza espiritual ou incredulidade em relação ao mover de Deus. Culto racional implica adoração voluntária do homem ao Senhor. Adorar é rasgar nosso coração diante das maravilhas que Deus fez e, principalmente, por aquilo que Ele é.

            Diante do exposto, por que precisamos ser tão tradicionais na nossa forma de cultuar a Deus? O que é mais importante, a forma ou a sinceridade do coração? Se por um lado é verdade que a manifestação do nosso coração deve seguir algumas formas para não virar algazarra, por outro, deve-se ter o cuidado para não se tornar um ritual frio.

            Quando recuperou a Arca da Aliança, o objeto mais sagrado da religião de Israel, Davi dançou na presença de Deus (2 Sm 6.16). Mical, sua esposa, o repreendeu por este comportamento: "Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer!" (2 Sm 6.20 – grifo do autor). Este desprezo redundou na própria repreensão de Deus a Mical, pois não teve filhos (v. 23), a maior humilhação pela qual uma israelita podia passar.

            A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém resultou em jubilosa manifestação do povo em adoração ao Filho de Deus. "Ora, alguns dos fariseus lhe disseram em meio à multidão: Mestre, repreende os teus discípulos" (Lc 19.39). Mas o nosso Salvador respondeu: "Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão" (v. 40 – grifo do autor).

            Diante das maravilhas de Deus, não temos que conter nossa genuína emoção, precisamos extravasar, deixar as lágrimas caírem e a voz falar aquilo que vem do coração.

            Quando Pedro, usado pelo Espírito Santo, curou o coxo de nascença este "entrou no templo, saltando e louvando a Deus" (At 3.8). Não tinha como ser diferente. Quando há manifestação do poder de Deus há o reconhecimento entusiasmado, até mesmo eufórico, do Seu povo.

            Uma igreja com pouca emotividade é resultado da falta da unção do Senhor. O poder de Deus gera emoção, mas a emoção, por ela mesma, não gera o poder de Deus. Assim, muitos líderes não têm o discernimento entre uma coisa e outra, preferem simplesmente repreender a emoção do povo, como no exemplo de Ana, quando derrama sua alma ao Senhor suplicando-lhe um filho, Eli, o sacerdote, exorta-a pensando que ela estivesse embriagada.  O resultado desta oração: Ana teve um filho chamado Samuel, um grande homem de Deus.

Se as pessoas podem gritar por uma bola, com muito mais razão devem se derramar na presença do Todo-Poderoso!

Rev. Hélder Rodrigues de Souza

 PASTORAL
 MINISTÉRIOS
 ESCOLA DOMINICAL
 MENSAGENS & ESTUDOS
 GALERIA DE FOTOS
 CENTRAL DE E-MAILS
 LINKS INTERESSANTES
  BLOG DO REVLU
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

                               IGREJA PRESBITERIANA DO LAGO SUL - IPLS - SHIS QI 16 Conjunto 1 Lote N
                             CEP 71640-210 - Brasília (DF) -  Tel.: (61) 3248.4826 / Fax (61) 3248.5823