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BOLETIM SEMANAL Nº 16 - BRASÍLIA-DF, 20 DE ABRIL DE 2008
PASTORAL
A ponte sobre o rio
"O justo serve de guia para o seu companheiro, mas o
caminho dos perversos os faz errar."
Provérbios 12:26
Eram dois irmãos; irmãos para os bons e os maus
momentos. Brincaram juntos na infância, foram à mesma
escola, à mesma igreja e às mesmas festas. Nas brigas, o
maior defendia o menor e nas tarefas de casa, o menor
ajudava o maior. Namoraram e casaram-se com duas irmãs e
instalaram-se em fazendas vizinhas, separadas somente
por um riacho.
Vieram os filhos e as duas famílias eram uma só família,
as duas fazendas uma só fazenda. A harmonia era perfeita
e as fazendas prosperaram.
Um dia, ocorreu uma desavença entre eles. Coisa
insignificante. Mas não houve conserto e a amizade de
tantos anos desapareceu substituída por um ódio profundo
entre os irmãos. E o ressentimento tomou conta do
coração das duas famílias.
Numa manhã, um carpinteiro, com uma caixa de ferramentas
na mão, bateu na porta do irmão mais velho. Procurava
trabalho. O fazendeiro disse que tinha trabalho para
muitos dias:
“Vê aquela fazenda vizinha além do riacho? É do meu
irmão caçula. Brigamos e não posso suportá-lo mais.
Quero que construa uma cerca bem alta ao longo do
riacho para que eu não precise mais vê-lo. No celeiro
tem madeira, arame, pregos, martelo e tudo o que
necessitar.”
Como precisasse ir à cidade, o irmão mais velho deixou o
carpinteiro trabalhando e partiu. Regressando à
noitinha, lá estava o carpinteiro, esperando-o.
Surpreendentemente, parecia haver terminado o trabalho.
Mas… ao invés da cerca encomendada ele construira uma
ponte unindo as duas margens do riacho. O rosto do
fazendeiro ficou vermelho de raiva e ele virou-se, muito
zangado, para o carpinteiro:
“Você é um insolente! Mandei construir uma cerca e
você fez uma ponte…”
Esbravejava ele ainda contra o carpinteiro quando viu,
atravessando a ponte, o irmão mais novo, correndo para
ele com os braços abertos, soluçando e dizendo:
“Mano, esperei tanto tempo por este dia…”.
Esquecendo-se do carpinteiro, o fazendeiro correu ao
encontro do irmão. No meio da ponte abraçaram-se com
força. As lágrimas vertidas apagaram o ressentimento de
tantos anos.
Emocionados, os irmãos pediram ao carpinteiro, que já
tomava a estrada:
“Espere, fique conosco, fique para a festa da
reconciliação.”
Mas o carpinteiro mansamente respondeu:
“Adoraria ficar, mas tenho outras pontes para
construir…”.
Nosso mundo tem cercas demais e pontes de menos. Ofensas
que tendem a se perpetuar entre irmãos, casais,
comunidades, nações… E com o passar dos anos a separação
aumenta e novas cercas são erguidas. É preciso que
alguém tome a iniciativa de construir uma ponte. Não
importa quem é o culpado, quem começou a briga. A
responsabilidade de construir a ponte é nossa.
Você sabe quem era o carpinteiro... e você pode ser um
daqueles irmãos. Se você tem algo separando-o de alguém
agora, abaixe a cabeça e ore por vocês. Peça para que o
Senhor Jesus reconstrua essa ponte novamente. Ele tem
experiência. Além de ter sido carpinteiro, Ele construiu
a ponte eterna entre você e Deus.
Adap. por C. O. M. |