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BOLETIM SEMANAL Nº 15 - BRASÍLIA-DF, 13 DE ABRIL DE 2008
PASTORAL
Por que estudar Marcos?
Treze Motivos
Estudar o Evangelho segundo Marcos tem sido, para
mim, uma experiência fascinante. A densidade e a
profundidade do texto não me permitiram sair do 1º
capítulo até hoje. Se você quiser, ainda dá tempo de ler
o texto e de nos acompanhar no estudo. Para desafiá-lo,
vou lhe dar treze motivos para estudar o Evangelho de
Marcos:
1.
Ele foi o primeiro evangelho a ser escrito e, portanto,
retrata a primeira versão dos fatos a respeito de Jesus
e sua obra.
2.
É o mais sucinto dos evangelhos. Marcos foi ao ponto
quanto aos assuntos e aspectos que queria destacar. A
objetividade facilita a compreensão do livro.
3.
É o Evangelho da ação. O ritmo frenético dos
acontecimentos revela a intenção do autor de sobrepor as
ações às palavras de Jesus. Os discursos de Jesus e suas
as apresentações doutrinárias são quase que suprimidas.
4.
O Evangelho revela os sentimentos de Jesus de forma
impressionante. Basta ler: Marcos 3:5; 5:32; 7:34; 8:33;
6:6; 10:14; 10:21; 8:12.
5.
O livro apresenta Jesus como “Servo”. Intencionalmente,
Marcos evita o título de “Senhor” no seu evangelho. Nos
outros três evangelhos este título é dado a Jesus cerca
de 70 a 80 vezes mas Marcos usa-o raramente, mais como
forma de tratamento.
6.
Ele é a fonte de consulta e base de comparação para os
outros evangelhos. Um estudo comparativo mostra que o
conteúdo de Marcos está, em média, entre 80 a 85 por
cento nos outros evangelhos.
7.
Ele leva-nos a procurar entender as razões da omissão da
narrativa da encarnação. Nenhum evento contextual do
nascimento de Jesus foi contado por Marcos.
8.
É um texto destinado a gentios (não judeus). A história
foi contada para que as pessoas, sem o conhecimento da
complexidade da religião judaica, pudessem entender. Os
termos são coloquiais, a história é sem mistérios.
9.
O livro de Marcos revela a centralidade do ministério de
Jesus na Galiléia. Ali cumpria Ele a profecia de Isaias
9:1ss.
10.
Nele podemos perceber a essencialidade do poder divino
para continuar a obra de Cristo. Por esta razão o livro
termina no capítulo 16 falando do poder delegado à
igreja. Não um poder temporal e político, mas atemporal
e espiritual.
11.
A revelação do amor: todos os evangelhos são, em
essência, cartas de amor. O amor de Deus ao enviar Seu
Filho; o amor de Jesus por se submeter ao alto preço
para nos salvar. Ninguém nunca amou como Deus nos ama.
Não se trata de amor doentio, possessivo e obsessivo; é
amor incondicional, irrestrito, inteiro, sem metidas. É
um amor que não se cansa, não desiste mesmo quando não é
correspondido, mesmo quando é mal entendido. Este amor
diz: “Você não sabe quanta coisa Eu faria por você, além
do que já fiz...”. Marcos consegue passar as nuances do
amor eterno de Deus, com detalhes primorosos.
12.
O texto leva-nos a perceber a forma própria de Marcos
especificar nomes, horários, números, lugares. Confira
em Marcos 3:17; 10:46; 15:21.
13.
No texto poderemos descobrir traços da personalidade de
Marcos com suas múltiplas caracterizações.
Poderia dar outras razões, mas creio que estas já são
suficientes. “Vambora” estudar? Acesse:
revlu01.blog.uol.com.br
Rev. Luciano Roberto |