Igreja Presbiteriana do Lago Sul

"Semeando com fé para colher com júbilo"
(Salmo 126,1)
 

 
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BOLETIM SEMANAL Nº 02 - BRASÍLIA-DF, 13 DE JANEIRO DE 2008
PASTORAL

O LAVA-PÉS
João 13

            “Jesus enviou os discípulos Pedro e João para preparar a Ceia da Páscoa" (Lucas 22:7). Antes de Jesus chegar eles foram conferir se tudo estava pronto para o encontro, quando constataram que não tinham providenciado o encarregado do lava-pés dos participantes. Apesar dessa falha, nenhum dos dois discípulos quis executar tão humilhante tarefa.     

Quem, normalmente, lavava os pés das pessoas quando se reuniam para um banquete ou festa eram os escravos do mais baixo nível. ‘Pois este era o costume naqueles dias de poucos banhos e muita sujeira nos pés devido às sandálias abertas e estradas poeirentas.’ Além do mais, as pessoas ficavam com os pés à mostra, próximas umas das outras.

Acredito que Jesus chegou por último e percebeu que todos estavam ‘com os pés sujos num ambiente que exigia pés limpos’. Sem que ninguém desse conta, Jesus pegou uma bacia e uma toalha e, na postura do mais humilde ser humano, começou a lavar os pés dos presentes. Os primeiros estenderam os pés meio atônitos pelo inusitado da situação, mas quando chegou em Pedro, ele protestou:

- Senhor, nunca me lavarás os pés!

Disse-lhe Jesus:

- Se Eu não te lavar, não tens parte comigo.

Respondeu-lhe Pedro:

- Se a questão é ter comunhão plena contigo, lava-me, também, as mãos e a cabeça, ou seja, tudo o que puder ser lavado aqui.

Além desse maravilhoso exemplo de humildade, Jesus dá um significado teológico para o que estava fazendo:

- Quem já se banhou não necessita lavar senão os pés; quanto ao mais já está todo limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos.

Jesus se referia a Judas, que não estava lavado espiritualmente.

Porém, o ensinamento maior deste episódio marcante, além da humildade de Jesus, é o que se refere ao pecado do homem. Jesus estava enfatizando que, na conversão, a pessoa é totalmente lavada, mas que na caminhada cristã suja os pés, ou seja, peca. E, quando peca, não tem de banhar-se novamente, apenas lavar os pés. ‘Isto quer dizer, portanto, que lavar os pés é o mesmo que lidar com os pecados do dia a dia da caminhada cristã.’

Mas Jesus não disse que era para nós lavarmos tão somente os nossos pés. Ele disse que, sendo Senhor e Mestre, lavou os pés dos discípulos. Deveriam eles, igualmente, lavar os pés uns dos outros, ou seja, aprender ‘a lidar com os pecados dos outros’.” 

Reflexões de Éden Asvolinsque sobre o texto de IVÊNIO DOS SANTOS em “Alma Nua”, pp 146-147

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