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BOLETIM SEMANAL Nº 97 - BRASÍLIA-DF,
18 DE NOVEMBRO DE 2007
PASTORAL
O CHORO DE ISMAEL
Os noticiários dos
últimos dias têm trazido notícias chocantes sobre um
crescente número de crianças que são abandonadas pelas
mães logo após o seu nascimento; algumas são realmente
descartadas pela mãe.
Se não morressem ou
fossem salvas por alguém, estes bebês simplesmente
cresceriam e entrariam no número enorme de crianças de
rua das estatísticas brasileiras.
Aumentariam o volume do choro dos meninos e
meninas nas nossas ruas e praças.
Algumas,
infelizmente, vão morrer. Outras são salvas pelo seu
choro, pelo som do seu lamento sendo ouvido
milagrosamente por alguém. Temos ouvido o choro dessas
crianças? Que tipo de “barulhos” não nos deixa ouvir o
clamor das ruas? Deus está ouvindo?
No capítulo 21 de Gênesis,
Deus escutou o choro de uma outra criança abandonada.
Ismael foi expulso para o deserto por seu pai e depois
abandonado neste deserto por sua mãe que não queria
vê-lo morrer. Mas Deus escutou o choro da criança, ouviu
a voz do menino e o próprio Anjo do Senhor veio trazer o
consolo e a solução. Deus abençoou a criança e fez dele
uma grande nação: “Eu farei
dele um grande povo.”
Atualmente
escuto nos minaretes das mesquitas muçulmanas um clamor,
um choro como o de Ismael. É a sua descendência que
procura por Deus, um povo que busca a Deus várias vezes
por dia e ainda não O encontrou. E permanecem
abandonados por aqueles a quem foi dada a ordem: “Ide
por todo o mundo e pregai este Evangelho a toda a
criatura”.
Temos ouvido o choro de
Ismael? Que tipo de “barulhos” não nos deixa ouvir o
clamor das nações? Deus está ouvindo?
Deus, em Sua onipresença,
escuta o clamor das pessoas destas nações
espiritualmente abandonadas, assim como também escuta o
choro das crianças nas ruas brasileiras.
Sabemos dos problemas e das dificuldades
para que o conhecimento e a expansão do Evangelho
aconteçam, principalmente em lugares tão fechados onde
moram os descendentes de Ismael. Mas, como diz Paulo: “A
tribulação produz perseverança, e a perseverança
experiência, e a experiência esperança.”
Nesta
esperança, convidamos os irmãos a se envolverem com
Missões e a orar conosco o pedido de oração que Jesus
mesmo fez: “Rogai ao Senhor da seara para que envie
trabalhadores para a Sua seara”.
Deus, na Sua onipresença,
também nos vê aqui, Seus servos. Que Ele mesmo tenha
misericórdia de nós.
Rev. A. R. Mota |