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BOLETIM SEMANAL Nº 91 - BRASÍLIA-DF,
07 DE OUTUBRO DE 2007
PASTORAL
O Ministério dos
Despercebidos
“Bem-aventurados os humildes de espírito.”
Mt 5:3
O Novo
Testamento destaca virtudes que, pelos nossos padrões,
não são lá muito importantes. “Bem-aventurados os
humildes de espírito”, literalmente –
bem-aventurados os indigentes – algo excessivamente
comum! As pregações de hoje procuram enfatizar a força
de vontade, a beleza do caráter – coisas que são
facilmente notadas. A frase que tantas vezes ouvimos – “Aceitar
a Jesus” – dá ênfase a uma postura que o Senhor
nunca defendeu. Ele nunca nos pede para aceitá-Lo, mas
para nos rendermos a Ele – o que é muito diferente. O
reino de Jesus Cristo tem como base a beleza natural das
coisas simples. Sou bem-aventurado é na minha pobreza.
Se sei que não tenho força de vontade, nem nobreza de
disposição, então Jesus diz: “Bem-aventurado és tu”,
por que é através dessa pobreza que entro no reino dEle.
Não posso entrar no Seu reino como pessoa boa, só posso
entrar como indigente.
A verdadeira
natureza da beleza interior que testifica de DEUS é que
ela é sempre fator inconsciente. Uma influência
consciente é pedante e anticristã. Se eu disser: “Será
que sirvo para alguma coisa?” perco imediatamente a
beleza que vem do toque do Senhor. “Quem crer em
Mim... do seu interior fluirão rios de águas viva.”
Se eu fico a analisar esses rios, perco o toque do
Senhor.
Quais são as
pessoas que mais nos têm influenciado? Não são as que
pensavam fazê-lo, mas as que não tinham a mínima noção
de que estavam nos influenciando. Na vida cristã, a
realidade implícita nunca é consciente; se é consciente,
deixa de ter aquela beleza simples que é característica
do toque de Jesus. Sabemos quando é Jesus que está
operando por que Ele produz nas coisas comuns algo que é
inspirador.
Oswald Chambers,
em “Tudo para Ele” |