Igreja Presbiteriana do Lago Sul

"Semeando com fé para colher com júbilo"
(Salmo 126,1)
 

 
 Avisos


BOLETIM SEMANAL Nº 99 - BRASÍLIA-DF, 02 DE DEZEMBRO DE 2007
PASTORAL

TRAZENDO OS FEIXES, COM JÚBILO!

                O culto do dia 25/11/2007, ficará marcado em nossas memórias, para sempre!

                Neste dia inauguramos o nosso templo! Depois de anos de planejamento, labuta, suor, lágrimas e risos, ficamos como quem sonha diante da bondade do Senhor! O templo ficou pronto! O templo foi inaugurado! O templo foi consagrado ao nosso Deus depois de onze anos do lançamento da pedra fundamental! Aleluias!!!

                A tarde ensolarada prometia uma noite estrelada! Os diáconos, de terno, ou ainda em mangas de camisa, organizavam os últimos detalhes: o estacionamento dos carros que chegavam em quantidade, os músicos do Ministério de Louvor e do Coral que ensaiavam, as crianças que corriam... Os zeladores davam as últimas espanadas, o som era testado, pastor, presbíteros oravam diante do altar...

                E o templo foi se enchendo! Diáconos e equipes voluntárias de recepção aos visitantes se desdobravam, com alegria e gentileza, em saudar as centenas de pessoas que chegavam e dirigí-las aos seus lugares.

                A luz suave inundava a nave resplandecente, as flores exalavam seu doce perfume, a andorinha, que encontrou ninho nos altares do Senhor, dava seus vôos rasantes e, de repente, a música sacra encheu o templo... Então... a nossa língua se encheu de riso e a nossa boca de júbilo! A presença do Senhor se fazia sentir em cada olhar, em cada face sorridente, em cada abraço comovido...

                A voz solene do presbítero dirigente vibrou com um misto de emoção e entusiasmo. O louvor, com todos os grupos reunidos em harmonia, levou a congregação a louvar “como um grande e maravilhoso coral de quinhentas vozes e milhares de anjos”. O Coral, como se formasse com a regente e a pianista um único corpo, elevou as almas a Deus, como “aroma suave”. O cantor especial expressou o nosso sentimento: “Como agradecer... a Deus, toda a glória...” E o som plangente do serrote musical destilou a doçura dos nossos corações. A oração do pastor com as crianças, a ruidosa e alegre saída da meninada para o Departamento Infantil, o sorriso contagiante do pastor encheram as bocas de riso.

                E o templo a se encher! A galeria, demonstrando a hospitalidade dos jovens, foi ocupada. Mais de quinhentas pessoas estavam no templo para proclamar: grandes coisas fez o Senhor por eles! Com efeito!!!

                A noite estrelada se converteu em noite tempestuosa! Os raios riscavam os céus, a chuva caía em torrentes e, como a atestar a glória do Senhor enchendo o templo, os trovões ribombaram poderosamente três vezes seguidas! A mensagem dinâmica do pregador, a oração das mãos estendidas de toda a congregação sobre o anjo da igreja e sua esposa, o batismo dos três jovens, a consagração do templo, o ofertório, a saudação aos visitantes se potencializavam com relâmpagos, trovões e chuva. “A voz do Senhor ouve-se sobre as águas; o Deus da glória troveja...

                De repente... os diáconos, molhados pela tempestade, começaram a trazer as crianças do Departamento Infantil. O antigo refúgio não agüentou a torrente e foi inundado como que pelas “correntes do Negueb”! Mas nada abalou a eficiência e a calma dos nossos valentes diáconos: crianças e professoras, grávidas e não grávidas, foram todas atendidas a tempo! E o pastor, mais feliz que o mais feliz, mais emocionado que o mais emocionado, mais cansado que o mais cansado, parecia estar em todos os lugares ao mesmo tempo, ajudando, dirigindo, animando...

                O amém tríplice encerrou a cerimônia e a confraternização começou: apertos de mão, abraços, beijos, corações extravasando a emoção de trazer os feixes, resultados da semeadura feita por longos anos. As lágrimas e risos dos que ali investiram tempo, bens, habilidades, dos que construíram, programaram, organizaram e realizaram, se misturaram com as lágrimas e risos de antigos membros, de irmãos de outras igrejas, de moradores das quadras vizinhas, de parentes e amigos.

                E agora?... A semeadura continua... Os campos nos esperam! Os campos estão brancos!...

                “Que dia é este?” pergunta o salmista. E toda a congregação responde, como uma só voz:

 “Este é o dia que o Senhor fez! Alegremo-nos e regozijemo-nos nele!”

Celina de O. Martin

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