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Avisos |
BOLETIM SEMANAL Nº 77 - BRASÍLIA-DF,
01 DE JULHO DE 2007
PASTORAL
A MISSÃO DE JESUS: A NOSSA MISSÃO!
Durante a última Ceia
Jesus compartilhou Sua missão com Seus discípulos. Cabia
a eles anunciar a morte sacrificial de Cristo até o
momento do Seu glorioso retorno. A missão que Jesus
cumpriu deveria ser o modelo, a referência para eles e
para nós.
Jesus não ficou na
imunidade de um conforto paralisante e infrutífero no
céu, distante do pecado e da tragédia humana. Ele entrou
em nosso mundo, envolveu-se, identificou-se, misturou-se
sem se imiscuir. Para cumprir esta missão era necessário
esvaziar-se de Si mesmo e até de parte de Sua glória. Ao
assumir nossa humanidade Ele assimilou a nossa natureza,
viveu a nossa vida, suportou as nossas tentações,
experimentou as nossas dores, sentiu as nossas feridas,
suportou os nossos pecados e morreu a nossa morte.
Ele assumiu tão
profundamente nossa humanidade que nunca foi indiferente
ou hermético em relação às pessoas. Amou-as como eram
para, por fim, transformá-las. Foi uma missão e tanto,
permeada de amor e compaixão. Ele fez amigos entre todos
os excluídos da sociedade. Tocou até os intocáveis. Um
leproso foi curado por Ele ao ser tocado pelas Suas mãos
de afago e socorro. De fato e de verdade, Ele foi o
incomparável “Emanuel”, o Deus conosco!
Ele não
poderia ter se tornado “um, conosco” do mais do que o
fez.
Esta é a verdadeira
identificação de amor total.
Outro aspecto importante a ser
observado neste processo de identificação com a missão
de Jesus é que Ele, mesmo quando se identificou conosco,
jamais alterou Sua própria identidade, nem a abandonou. Embora
tenha se tornado “um, conosco”,
ainda continuou a ser Ele mesmo.
Ou seja, tornou-se homem sem deixar de ser Deus.
Sei que é emocionante e
consolador ler sobre a missão de amor de Jesus, porém
devemos estar conscientes de que a missão de Jesus é a
nossa missão (Jo 17:18). Ele nos enviou ao mundo
como o Pai O enviou. Nesta missão - toda missão
autêntica é uma missão encarnada - Ele exige
identificação sem perda de identidade. Isso significa
entrar no mundo das outras pessoas como Ele entrou no
nosso, sem, contudo, comprometer nossas convicções,
valores ou padrões cristãos.
Rev. Luciano Roberto
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